historia de famoso
Biografia
Nascido em Caetité - Bahia, filho de Manuel Sebastião Soriano, comerciante de ametistas no distrito de Brejinho das Ametistas, em sua cidade natal. Fato marcante de sua infância foi o abandono do lar pela mãe, a quem era muito apegado.
Em Caetité viveu sua juventude, sempre boêmia, até um incidente num
clube local, que o fez buscar o destino fora da cidade.
Desde muito novo
era um inveterado namorador e aventureiro e, seguindo o caminho de
muitos sertanejos, foi tentar a vida em São Paulo.
Antes de ingressar na carreira artística, trabalhou como lavrador, engraxate e garimpeiro. Apesar das dificuldades, conseguiu se tornar conhecido nos anos 50 com a música "Quem és tu?".
Ele se destacava por suas canções sobre dor-de-cotovelo e seu visual
revolucionário para a época: sempre usava roupas negras e óculos
escuros.
Seu maior sucesso foi "Eu não sou cachorro não", que foi regravada em inglês macarrônico por Falcão.
Também se tornaram conhecidas outras músicas suas, tais como "Paixão de um Homem", "A Carta", "A Dama de Vermelho" e "Se Eu Morresse Amanhã".
O "fenômeno" Waldick
A posição quase marginal que o ritmo "cafona" ocupou mereceu uma
análise mais acurada e científica, já na 5ª edição, pelo historiador e
jornalista Paulo César de Araújo.
Intitulado "Eu não sou cachorro, não - Música popular cafona e ditadura militar"3
, a obra traz, já em seu título, uma referência a este cantor e sua
música de maior sucesso.
Ali o autor contesta, de forma veemente, o
papel de adesista ao regime de exceção implantado a ferro e fogo no
Brasil pelos militares, por parte dos músicos "bregas"3 4 .
Waldick, segundo ele, é um dos exemplos, tendo sua música "Tortura de Amor"
censurada em 1974, quando foi por ele reeditada. Apesar de ser uma
composição de 1962, o regime não tolerava que se falasse a palavra
"tortura"...
A revista "Nossa História", de dezembro de 2005, refere-se ao cantor
como "o mais folclórico dos cafonas" (ano 3, nº26, ed. Vera Cruz).
Na sua cidade natal, Waldick sempre foi tratado com certo menosprezo.
Aristocrática, Caetité
mantinha apenas nas camadas mais populares uma fiel admiração.
Ali teve
dois de seus filhos, gêmeos, de forma quase despercebida, em 1966.
Em
meados da década de 90, porém, a cidade teve num político o resgate do
filho ilustre.
O vereador
Edilson Batista protagonizou uma grande homenagem, que nomeou uma das
principais avenidas com o nome de Waldick. Pouco tempo depois, o SBT
realizava ali um documentário, encenado por moradores locais,
retratando a juventude de Waldick, sua paixão pela professora Zilmar
Moura, a mudança para o sul.
Sílvio Santos
aliás, protagonizou com Waldick uma das mais inusitadas cenas da
televisão brasileira: no abraço que deram, foram perdendo o equilíbrio
até ambos caírem, abraçados, no chão. Ali, então, simularam um affair, provocando hilaridade.
Por tudo isto, Waldick Soriano faz-se símbolo, no Brasil inteiro, de
um estilo, de uma classe social, e da sua manifestação cultural,
pulsante e criativa.
Doença
Veio a falecer em 4 de setembro no Instituto Nacional do Câncer (Inca), em Vila Isabel, zona norte do Rio de Janeiro.7
Discografia
| Álbum |
Selo |
Ano |
| Quem és tu?/Só você |
Chantecler |
1960 |
| Ninguém é de ninguém |
Chantecler |
1960 |
| Dona do meu coração/Mais uma desventura |
Chantecler |
1961 |
| Perdão pela minha dor/Amor de Vênus |
Chantecler |
1961 |
| Sede de amor/Renúncia |
Chantecler |
1961 |
| Waldick Soriano |
Chantecler |
1961 |
| Fujo de ti/Tortura de amor |
Chantecler |
1962 |
| Ciúmes/Desunião |
Chantecler |
1962 |
| Homenagem a Recife/Amor numa serenata |
Sertanejo |
1962 |
| Cantor apaixonado |
Chantecler |
1962 |
| Quem é você?/Vestida de branco |
Chantecler |
1963 |
| Foi Deus/Errei Senhor |
Chantecler |
1963 |
| Pobre do pobre/Se eu morresse amanhã |
Chantecler |
1963 |
| Motivos banais/É melhor eu ir embora |
Chantecler |
1963 |
| A justiça de Deus/Tu és meu mundo |
Chantecler |
1963 |
| Manaus, meu paraíso/Pisa no calo dele |
Sertanejo |
1963 |
| Enfim você voltou/Pensei que estava sonhando |
Chantecler |
1964 |
| Eu vou ao casamento dela/A maior injustiça do mundo |
Chantecler |
1964 |
| O elegante Waldick Soriano |
Chantecler |
1964 |
| Como você mudou pra mim |
Chantecler |
1965 |
| Waldick sempre Waldick |
Copacabana |
1967 |
| Boleros para ouvir, amar e sonhar |
Copacabana |
1967 |
| Waldick |
Continental |
1968 |
| No coração do povo |
Continental |
1970 |
| Eu também sou gente |
RCA |
1972 |
| Ele também precisa de carinho |
RCA |
1972 |
| Segue o teu caminho |
RCA |
1974 |
| Quero ser teu escravo |
RCA |
1978 |
| Minha Ultima Noite |
Gema |
2000 |
| Ao Vivo |
Gema |
2001 |
| Ao Vivo - Só Sucesso |
Gema |
2002 |
| Ao Vivo "Som Livre" |
Som Livre |
2007 |
WALDICK SORIANO AS 60 MAIS