- O fotógrafo Yuri Cortez explica no tribunal, no
último dia 23, em Puntarenas, como foi baleado por seguranças
particulares de Giselle Bündchen, durante o casamento da modelo
brasileira, em 2009
Um tribunal costa-riquenho retoma nesta sexta-feira (1º) o julgamento
de três seguranças da modelo Gisele Bündchen e do astro do futebol
americano Tom Brady, por tentativa de homicídio de um fotógrafo da
Agence France-Presse (AFP) e de um profissional da imprensa local.
Segundo Víctor Herrera, advogado do fotógrafo salvadorenho Yuri Cortez, da AFP, "a intenção é terminar amanhã".
Quatro testemunhas, entre elas Rolando Avilés - o outro fotógrafo, de
um jornal local -, vão comparecer nesta sexta ao Tribunal de Julgamento
de Puntarenas, no litoral Pacífico. O testemunho de Cortez já aconteceu
em uma audiência em 22 de outubro.
"Houve um crime contra a integridade do senhor Yuri e de Rolando.
Acreditamos que vamos provar isso, e o tribunal nos dará razão. Estamos
tranquilos e confiantes", declarou Víctor Herrera.
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Herrera disse ainda que será apresentada prova documental e que espera pela conclusão do julgamento iniciado em 23 de setembro.
Os acusados de tentativa de homicídio são os costa-riquenhos Manuel
Valverde, de 26, Miguel Solís, de 43, e o colombiano Alexander Rivas, de
34, que trabalhavam como seguranças no casamento de Gisele e Brady, em 4
de abril de 2009. A cerimônia aconteceu em uma casa de praia em Cóbano
de Puntarenas (oeste).
Depois de tirar algumas fotos, Cortez e Avilés foram abordados pelos
seguranças, que exigiram deles a entrega dos cartões de memória de suas
câmeras. Ambos se recusaram a entregar seus equipamentos.
"Passaram-se quatro anos e meio, mas continuo com esperança de que se
faça justiça. Foi um processo muito longo. Não consigo superar a
situação, porque isso não acaba. É um desgaste emocional, mas estou
otimista. É uma luta para que se estabeleça a verdade e se punam os
responsáveis", disse Cortez à AFP.
Se forem considerados culpados, os réus podem ser condenados a até 12 anos de prisão.
Cortez trabalha há 22 anos para a AFP e já cobriu guerras civis em várias partes do mundo. Hoje, ele está sediado no México.

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