Após cerca de 2h15 de trabalho, a junta médica da UnB (Universidade de Brasília) concluiu no final da tarde deste sábado (23) a avaliação do estado
de saúde do deputado federal e ex-presidente do PT José Genoino, 67,
segundo a assessoria do IC-DF (Instituto de Cardiologia do Distrito
Federal).
A formação dessa junta médica, coordenada por Luiz Fernando Junqueira Júnior, professor titular
de cardiologia da UnB, foi determinada pelo presidente do STF (Supremo
Tribunal Federal), Joaquim Barbosa. A equipe também é formada por outros
quatro especialistas: Cantidio Lima Vieira, Luiz Fernando Antibas Atik,
Hilda Maria Benevides da Silva Arruda e Alexandre Visconti Brick.
O laudo realizado por esses profissionais vai dizer se Genoino, que
sofre de problemas cardíacos e passou por um procedimento cirúrgico em
julho, tem condições de cumprir a pena no presídio ou se deverá obter o
benefício da prisão domiciliar.
Caso Genoino tenha alta médica antes de uma decisão de Barbosa sobre a
prisão domiciliar definitiva, poderá ir para casa se tratar
provisoriamente.
A assessoria do hospital informou que a junta médica não daria
informações sobre a avaliação porque estava em cumprimento de ordem
judicial.
O documento deverá ser encaminhado diretamente ao STF, porém não se
sabe quando. Joaquim Barbosa poderá enviar o documento para análise da
Procuradoria Geral da República antes de definir sobre o pedido ou
decidir diretamente sobre o caso.
Na última quinta-feira (21), após o deputado passar mal na prisão e ser internado no IC-DF, Barbosa deu autorização provisória para o réu se tratar em casa ou no hospital até que a junta médica divulgue um parecer sobre o seu quadro de saúde.
Na ocasião, os advogados do petista chegaram a informar que havia suspeita de infarto -- o que foi descartado por boletim médico divulgado na sexta-feira (22) pelo Instituto de Cardiologia de Brasília.
O ex-presidente do PT foi condenado a 4 anos e 8 meses de prisão por
corrupção ativa --por 9 votos a 1--, e a 2 anos e 3 meses por formação
de quadrilha --por 6 a 4. Genoino se entregou à Polícia Federal de São
Paulo no dia 15 de novembro, quando as ordens de prisão foram emitidas
por Barbosa.

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