O papa Francisco confessou , que
pegou a cruz de rosário de seu falecido confessor quando ele estava no
caixão.
O pontífice, que completa um ano de papado no dia 13 de março,
disse que carrega o crucifixo consigo até hoje, em uma pequena bolsa
debaixo de sua batina, esperando ter metade da misericórdia do
sacerdote.
Papa em encontro com padres em Roma, nesta quinta-feira
Francisco fez a declaração em uma reunião informal com sacerdotes de
Roma sobre a necessidade de ser compassivo com os fiéis.
Contou a
história de um "grande confessor" em Buenos Aires que escutava as
confissões da maioria de seus sacerdotes, incluindo a do papa João Paulo
II, quando visitou a argentina.
Quando o sacerdote de Buenos Aires morreu, Francisco foi rezar
perante o seu caixão aberto.
Disse que o rosário que ele tinha em suas
mãos e imediatamente lhe "despertou o ladrão que todos levamos conosco".
"Enquanto organizava as flores, tomei a cruz", contou, lembrando ainda
as palavras que mencionou no momento: "me dê a metade de sua
misericórdia".
Francisco acrescentou que quando chegou ao caixão e ficou assombrado que ninguém tivesse lhe levado flores.
"Esse homem havia perdoado os pecados de todos os sacerdotes de
Buenos Aires e não tinha uma flor sequer", recordou.
Ele disse que foi
comprar um ramo de rosas e quando voltou para arranjá-las entorno do
caixão, viu o rosário que o sacerdote segurava em suas mãos.
"Cada vez que algum mau pensamento sobre alguém me assalta, minha mão
se dirige para ela (a cruz), sempre", disse, apontando para o coração.
"Eu sinto a graça e isso me faz sentir melhor".

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