Crimes aconteceram mês passado, durante assalto e fuga na Grande Natal.
Um dos suspeitos detidos ainda é acusado de matar agente penitenciário.
A Polícia Militar prendeu na noite desta quinta-feira (6) dois homens suspeitos de terem matado, com um tiro na cabeça, uma criança de seis anos durante um tentativa de assalto ocorrida no dia 25 do mês passado em Parnamirim, cidade da Grande Natal. Na fuga, a dupla também teria atropelado e matado pai e filho em São José de Mipibu,
também na região metropolitana da capital. O menino, de 8 anos, morreu
na hora. O pai da criança faleceu durante a madrugada no hospital.
Os suspeitos foram identificados como Alexandro Barbosa e Arthur
Matheus Costa da Silva. Eles foram detidos em Santo Antônio, município
da região Agreste potiguar.
Este último, ainda era procurado pela
polícia acusado de ter participado da morte do agente penitenciário Maxsuel André Marcelino,
de 44 anos, baleado em agosto do ano passado durante uma tentativa
frustrada de resgate de um preso, fato que também aconteceu em
Parnamirim.
De acordo com o tenente Everthon Vinício, do 8º Batalhão da PM, a dupla
foi detida depois de um assalto cometido no município de Brejinho, que
também fica no Agreste.
“Arthur e Alexandro roubaram um carro em Natal
no final da tarde e seguiram para a cidade de Brejinho, onde fizeram um
arrastão num sítio.
Após o assalto, os dois seguiram para Santo Antônio para a casa do tio de Arthur. Lá, eles foram surpreendidos pela polícia”, detalhou o oficial.
Arthur Matheus responde a seis processos criminais datados de 2012 a
2014, sendo três por roubo e um por homicídio em Natal, outro por
homicídio em Parnamirim, e mais um por roubo em São José de Mipibu.
Já Alexandro Barbosa, é foragido do Centro de Detenção Provisória da Zona Norte de Natal.
Com os dois presos a polícia encontrou vasto material roubado do sítio em Brejinho,
além de uma pistola 765 e um veículo Renault Sandero de cor branca, com
queixa de roubo em Natal.
“Eles são suspeitos de envolvimento em vários
crimes no estado, tanto no interior como na capital”, confirmou o major
Genilton Tavares, comandante do 8º BPM.
A morte de Letícia
Letícia Marcelino, de 6 anos, foi baleada quando
estava com o pai e a mãe em Parnamirim, RN
(Foto: Reprodução/Arquivo família)
As palavras emocionadas são de Airton Pedro Marcelino, pai da menina
Letícia Marcelino, que morreu no último dia 26 vítima de um tiro na
cabeça durante uma tentativa de assalto que aconteceu em Parnamirim.
A
menina estava internada no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal,
mas não resistiu ao ferimento.
O velório e enterro do corpo da menina
acontecem nesta quinta (27), em Macaíba, também na região metropolitana
da capital potiguar.
Airton é empresário e era ele quem dirigia o carro no momento do assalto.
Em entrevista exclusiva à Inter TV Cabugi,
o pai cobrou justiça. "Eu clamo por justiça.
Se os homens não
conseguirem fazer justiça, eu acredito na justiça divina", disse,
emocionado.
A pediatra de plantão do Hospital Walfredo Gurgel, Jussara Cerqueira
Maia, disse que a bala atravessou a cabeça da menina, o que ocasionou
uma grande lesão.
Letícia passou por uma cirurgia para retirar
estilhaços do projétil e ficou em estado grave durante todo o período em
que estave internada.
Pai e filho atropelados
Francisco Vitor Batista da Silva, 8 anos, morreu
após ser atingido por carro em São José de Mipibu
(Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi)
Francisco Vanilson Batista, de 34 anos, era pedreiro. Ele o filho dele,
Francisco Vitor Batista da Silva, de 8 anos, foram atropelados na noite
do último dia 25 por um carro desgovernado que havia sido roubado.
A criança morreu na hora.
O pai ainda foi socorrido ao hospital, mas faleceu durante a madrugada.
Os criminosos que estavam no veículo conseguiram fugir.
S
egundo a Polícia Militar, o veículo havia sido roubado momentos antes e
capotou durante a fuga, atingindo, além do pai e do menino, a irmã
dele, uma adolescente de 13 anos.
A garota sofreu ferimentos leves e
logo foi liberada do hospital.
De acordo com o tenente Johnatan Campos, do 3º Batalhão da PM, "o carro
que capotou havia sido roubado a cerca de 500 metros do local do
acidente.
Na fuga, o suspeito que dirigia o carro perdeu o controle e
capotou, atingindo a família", explicou o policial militar.
"Logo que o
veículo parou, os suspeitos conseguiram sair e fugir”, acrescentou o
tenente Campos.
A morte do agente penitenciário
Agente penitenciário
Maxuel André Marcelino
(Foto: Marcelo Pep)
O agente penitenciário Maxuel André Marcelino, de 44 anos, foi baleado e morto no dia 8 de agosto do ano passado durante uma tentativa de resgate a um preso na cidade de Parnamirim,
na Grande Natal. Ele tinha 11 anos de serviços prestados à segurança
pública poriguar.
O preso, identificado como Wilson Rodrigues de
Medeiros Filho, mais conhecido como Folha, estava sendo escoltado para
uma consulta médica quando o carro em que estava foi abordado por quatro
pessoas em um Palio branco. Ele não foi atingido pelos tiros e voltou à
prisão.
No mesmo dia, uma adolescente de 16 anos foi apreendida.
A garota havia sido baleada na troca de tiros com os agentes
penitenciários.
A menor de idade, que inicialmente disse ser namorada do
preso, estava no Palio branco e confessou ter atirado no carro do
sistema penitenciário.
A garota foi levada para o hospital de
Canguaretama pela mulher do detento.
"Ela foi orientada a dizer que os
tiros aconteceram em um assalto", relatou o delegado de plantão da zona
Sul, Pedro Paulo Falcão, que ouviu o depoimento da adolescente.
Já na noite seguinte, foram presos a mulher do detento e outro ocupante do Palio.
As prisões aconteceram na avenida Lima e Silva e no conjunto
Leningrado, na zona Oeste da capital.
A mulher do detento admitiu ter
organizado o resgate e reunido o grupo para libertar Wilson.
O outro
suspeito também confessou participação no crime.
No dia 12 daquele mês, a Polícia Militar prendeu mais um suspeito de participar da tentativa de resgate.
Segundo a PM, o suspeito estava no Palio branco usado pelos criminosos
e foi encontrado na comunidade da Guarita, que fica no bairro do
Alecrim, na zona Leste de Natal.
"Fomos atender uma outra ocorrência
quando ouvimos tiros a cerca de 500 metros.
Nos deslocamos e encontramos
o suspeito correndo e dizendo 'lá vem a polícia'", detalhou o soldado
Herayson, da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam).
O jovem
tem 19 anos e confessou ter feito assaltos, mas negou ter participado da
tentativa de resgate.
"Ele nos deu um nome falso, mas confirmamos que
se tratava do suspeito procurado após levarmos testemunhas para serem
ouvidas", informou.
Além dos quatro detidos e do suspeito preso na noite desta quinta,
outras duas pessoas também foram indiciadas e são procuradas pela
polícia por terem participação no crime.

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