Da
Folha de São Paulo - Ano sim, ano não, a Tijuca é campeã. Tem sido
assim desde 2010, e foi novamente assim em 2014.
A escola do
carnavalesco Paulo Barros conquistou 299,4 pontos em uma apuração
emocionante nesta quarta (5), que só foi definida no último quesito:
bateria. É o quarto título de sua história (1936, 2010, 2012 e 2014).
O
Salgueiro, que empolgou a Sapucaí com um samba-enredo contagiante, foi
vice-campeão, com 299,3 pontos, à frente da Portela (299,0), que mesmo
com um desfile bastante elogiado ficou em terceiro e manteve seu jejum
de 30 anos sem títulos.
São Clemente e Império da Tijuca foram
rebaixadas para o grupo de acesso.
O presidente da agremiação, Fernando
Horta, garantiu a permanência de Paulo Barros no ano que vem e exaltou a
disputa equilibrada. “Mas a Tijuca fez a diferença”, disse.
A proposta de não fazer um
enredo biográfico ficou clara desde o início do desfile, quando colocou o
um integrante representando Senna ao lado de personagens de desenhos
animados, todos ligados ao tema velocidade.
Marca de Paulo Barros, a
Tijuca investiu na coreografia de seus componentes, que interagiam com a
estrutura das alegorias.
Um dos carros que mais chamou a atenção
representava um circuito oval, que era percorrido por componentes
dirigindo kart, vestidos como o piloto.
A bateria da Tijuca,
vestida de mecânicos de F-1, fez também paradinhas ao ritmo de funk.
A
carreira de Senna foi lembrada apenas no último setor, que contou com
uma ala representando países de suas maiores vitórias, outra com
crianças representando o Seninha.
O refrão “Acelera, Tijuca!” ressoava
alto também nas arquibancadas, principalmente quando a bateria fazia uma
de suas inúmeras paradinhas.
Já a última alegoria trazia um grande
pódio, repleto de troféus, com quatro jatos despejando “champanhe” no
público.

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