Apesar da queda, a presidente ainda seria reeleita em primeiro turno, se as eleições fossem realizadas agora
No cenário mais provável da disputa de outubro, Dilma está 12 pontos à
frente da soma de seus dois principais adversários, o senador Aécio
Neves (PSDB-MG) e o ex-governador Eduardo Campos (PSB-PE).
Na pesquisa
divulgada no sábado, o mineiro manteve os 16% obtidos em fevereiro e o
pernambucano oscilou de 9% para 10% ou seja, dentro da margem de erro de
2 pontos.
A única possibilidade de realização de segundo turno, segundo o
Datafolha, seria com a entrada de Marina Silva (PSB) no lugar de Campos.
A ex-ministra obteve 27%, 4 pontos a mais do que o índice de fevereiro.
Nesse cenário, Aécio oscila de 15% para 16%.
O instituto também pesquisou cenários com o ex-presidente Luiz Inácio
Lula da Silva na disputa.
Nas duas simulações - em que o petista
enfrentaria Aécio e Campos ou Aécio e Marina -, Lula tem desempenho
superior ao de Dilma e venceria no primeiro turno em ambas as situações.
Segundo o levantamento, cresceu o pessimismo em relação à economia do
País, o que ajudaria a explicar a queda de 6 pontos de Dilma no período.
Além disso, há quase um mês o governo enfrenta problemas relacionados à
Petrobras.
No dia 18, a presidente respondeu ao Estado que só aprovou a
compra de uma refinaria em Pasadena (EUA) em 2006, quando comandava o
Conselho de Administração da estatal, porque recebera da diretoria da
empresa um documento "falho" e "incompleto".
Dois dias depois, um
ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, foi preso pela Polícia
Federal acusado de corrupção passiva.

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