eleições
A presidenta Dilma Rousseff recebeu ontem o apoio informal do PP à
sua reeleição com uma manifesta demonstração de contrariedade de setores
do partido.
Dos 40 deputados, apenas 19 assinaram a lista de presença
em um almoço promovido para declarar a adesão à campanha. Dentre eles, o
deputado Paulo Maluf (SP).
No caso do senadores, dos cinco integrantes
da bancada, compareceram o presidente da legenda, Ciro Nogueira (PI), e
Ivo Cassol (RO).
A
debandada foi puxada por representantes dos Estados de Minas Gerais,
Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, que sinalizam apoiar a candidatura
presidencial do tucano Aécio Neves.
Também entraram na lista dos
ausentes deputados de Santa Catarina, Alagoas, Ceará, Pernambuco,
Amazonas e Goiás. Por parte dos senadores não compareceram Ana Amélia
(RS), Benedito de Lira (AL) e Francisco Dornelles (RJ), tio de Aécio.
No
entanto, segundo integrantes da cúpula do partido, o número não é
representativo para levar a legenda para a oposição em uma eventual
convenção.
Isso porque o cálculo do colégio que decidirá em junho em
aderir ou não à reeleição de Dilma é diverso do da bancada.
Ainda
assim, a presença reduzida dos congressistas foi percebida por Ciro
Nogueira que, em discurso de “boas vindas” a Dilma, lamentou a falta de
um consenso.
“Acho que eu como presidente de partido, aliado, gostaria
muito que a senhora fosse uma unanimidade, que não tivesse adversários,
mas temos que enfrentar isso”, afirmou. Ele também disse que a
expectativa é a de que o partido, se Dilma for reeleita, permaneça com o
Ministério das Cidades, onde está desde o governo Lula.
“Jamais houve
negociação, promessas, mas é lógico que o partido quer chegar em 2015
tendo respeitado o seu tamanho numa composição.
Queremos participar,
sim, mas de acordo com o tamanho do partido”, afirmou.
Esta
deverá ser a primeira eleição em que o PP formalizará apoio à
candidatura presidencial do PT.
Nas anteriores, o partido preferiu a
neutralidade. A confirmação da aliança, prevista para ocorrer na
convenção do próximo dia 25 de junho, pode render cerca de um minuto
para a campanha de Dilma, que caminha para fechar um ampla coligação com
pelo menos 10 legendas.

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