Homem foi condenado por molestar duas meninas, de sete e dez anos, e assediar outra de 13
O pai do bebê com síndrome de Down supostamente abandonado na Tailândia foi condenado em 22 ocasiões por crimes relacionados com o abuso de menores, revelam vários documentos da Justiça australiana divulgados nesta quinta-feira (7) pela imprensa do país.
O homem, de 56 anos, foi sentenciado em 1997 a três anos de prisão por
molestar duas meninas, de sete e dez anos de idade, no início da década
de 1980.
As vítimas, que sofreram abuso quando visitavam a casa do homem, o
denunciaram depois de adultas e conseguiram que o pedófilo fosse
condenado por 18 acusações.
Segundo a sentença, o sujeito "roubou a infância" das vítimas, que sofreram problemas emocionais por causa do incidente.
Um mês depois de sua entrada na prisão, foram apresentadas novas
acusações contra o australiano por assédio a uma menor de 13 anos em
meados dos anos 1990.
O júri o considerou culpado de quatro acusações e o condenou a 18 meses de prisão.
O escândalo envolvendo o bebê abandonado na Tailândia começou quando a
tailandesa Pattaramon Chanbua, que serviu de barriga de aluguel para o
casal australiano, os acusou de terem levado uma menina em boas
condições de saúde e abandonado seu irmão gêmeo, o bebê Gammy, que
nasceu com síndrome de Down e problemas cardíacos.
O casal, que vive na cidade de Bunbury, ao sul de Perth (a maior cidade
do oeste australiano), foi identificado por um amigo da família que
pretendia defender a versão defendida pelos australianos e acusou a mãe
tailandesa de estar "mentindo".
Os serviços sociais da Austrália Ocidental tentaram visitar a casa do
casal para comprovar os cuidados que a menina vem recebendo e abriram
uma investigação.
Pattaramon, que declarou que o casal lhe ofereceu cerca de R$ 33 mil
(16 mil dólares australianos) para ser barriga de aluguel, pediu que a
menina fosse devolvida depois que soube do histórico de abuso de menores
do pai adotivo.
O caso criou uma grande polêmica na sociedade da Austrália, onde as
autoridades vêm intensificando o cerco sobre as agências que contratam
barrigas de aluguel na Tailândia e, inclusive, fechou várias delas.
As autoridades tailandesas abriram uma investigação sobre o uso dessas
mães de aluguel, um recurso que, segundo a lei local, só é autorizado
caso a mulher seja parente de um dos pais e proíbe a gestação em troca
de dinheiro.
fonte: r7

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