Marília Pêra lutava contra um câncer há dois anos e faleceu na manhã deste sábado.
amigos e familiares foram ao enterro da atriz Marília Pêra no Cemitério São João Batista, no Rio, prestar as últimas homenagens. Ela morreu aos 72 anos após lutar contra o câncer.
O enterrou aconteceu às 17h após o velório, que foi realizado no Teatro Leblon entre 14h30 e 16h30.
Apenas as pessoas mais próximas à família participaram da cerimônia. Segundo informações do portal UOL,
a irmã Sandra Pêra e a atriz Arlete Sales ficaram muito emocionadas no
enterro. A filha de Mariília, Nina Morena, foi amparada pelo pai.
Marília Pêra deixa os filhos Ricardo Graça Mello, Esperança Motta e
Nina Morena e o marido Bruno Faria. O velório será no Teatro Leblon,
sala Marília Pêra (Rua Conde de Bernadote, 26 - Leblon), a partir de 13h
deste sábado.
rajetória na Televisão
Nascida no dia 22 de janeiro de 1943, no bairro do Rio Comprido, no
Rio de Janeiro, Marília dedicou a vida às artes cênicas. Considerada
uma artista fora do comum, Marília era completa: além de atuar, era
cantora, bailarina, diretora, produtora e coreógrafa. Diva do teatro e
da televisão brasileira, trabalhou em mais de 50 peças, quase 30 filmes e
cerca de 40 novelas, minisséries e programas.
Atualmente, integrava o
elenco de "Pé na Cova", seriado de Miguel Falabella, cuja primeira
temporada foi lançada em 2013.
Filha, neta e sobrinha de atores, a atriz foi criada dentro das
coxias e costumava dizer que pisou num palco pela primeira vez aos 19
dias de vida, no colo de uma amiga de sua mãe, que precisava de um bebê
para uma peça de teatro.
Aos quatro anos, começou a trabalhar na
Companhia de Henriette Morineau e fez seu primeiro papel, interpretando
uma das filhas de Medéia, na peça homônima de Eurípedes, na qual atuavam
seus pais, Manoel Pêra e Dinorah Marzullo.
Nos anos 90, trabalhou em duas tramas de Ricardo Linhares: "Lua
Cheia de Amor" (1991) e "Meu Bem Querer". Na TV Bandeirantes, atuou em
outra novela de Linhares, "O Campeão" (1982), e na Manchete, em
"Mandacaru" (1997), de Carlos Alberto Ratton.
Mais uma vez de volta à Globo, a atriz integrou o elenco da
minissérie "Os Maias" (2001), adaptação de Maria Adelaide Amaral do
romance de Eça de Queiroz, com a personagem Maria Monforte, que não
existia na obra original. Depois, foi Janis, a avó doidona de "Começar
de Novo" (2004), de Antonio Calmon, e a interesseira Milu, em "Cobras
& Lagartos" (2006), de João Emanuel Carneiro.
Ainda esteve em "Duas
Caras", de Aguinaldo Silva, e no remake de "Ti-Ti-Ti" (2011), escrito
por Maria Adelaide a partir do original de Cassiano Gabus Mendes, onde
pôde voltar a viver Rafaela Alvaray, de "Brega & Chique".
Em 2010, reforçou na televisão a história de amizade com o amigo
Miguel Falabella, no seriado "A Vida Alheia".
A parceria entre eles, no
entanto, é anterior. A primeira peça de teatro que Marília Pêra dirigiu
foi "A Menina e o Vento", em 1978, por insistência dele e de Marília
Padilha, que queriam que ela fosse coautora com eles.
Anos depois, os
dois voltaram a trabalhar juntos no longa-metragem “Polaróides Urbanos”,
de 2008, dirigido por Miguel, em que a atriz interpretava irmãs gêmeas.
Do autor, também fez a novela "Aquele Beijo", em 2011, na pele da rica
empresária Maruschka Lemos de Sá.
A partir de 2013, conquistou o público com a carismática Darlene,
de "Pé na Cova", no ar atualmente em sua quarta temporada.
Cinema
Com mais de 60 anos de carreira e mais de 60 personagens, Marília
Pêra não poderia ter deixado de brilhar também nas telonas. No cinema,
estrelou filmes como “Pixote, a Lei do Mais Fraco” (1980), de Hector
Babenco; “Bar Esperança” (1983), de Hugo Carvana, “Anjos da Noite”
(1986), de Wilson Barros, “Dias Melhores Virão” (1988) e "Tieta do
Agreste" (1995), ambos de Cacá Diegues; "Central do Brasil" (1996), de
Walter Salles; e “O Viajante” (1998), de Paulo César Saraceni.
Teatro
Marília desempenhou nos palcos papeis marcantes e recebeu importantes prêmios no teatro.
Atualmente, estava envolvida no projeto de um novo CD, pela
Biscoito Fino, com repertório de canções de Tom Jobim, Johnny Alf,
Dolores Duran e de Kurt Weill.



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