Elizangela Pirró (E) fez as contas e vai precisar de mais R$ 780 para comprar todo material da filha.
A caçada por material escolar é uma sucessão de surpresas. Em uma
determinada livraria no bairro do Alecrim, é possível encontrar uma
régua plástica transparante de 30 centímetros por R$ 0,27.
Se o
consumidor mudar o bairro e a região, o preço pode dar um salto de
377,78%.
É exatamente o que ocorre no bairro de Capim Macio, onde uma
livraria vende a régua da mesma marca por R$ 1,29.
Essas diferenças de
preços foram constatadas por uma pesquisa do Procon Natal realizada
neste mês.
A régua não é o único material escolar que apresenta essas disparidades
abissais.
Um conjunto de canetas hidrográficas – mais conhecidas como
hidrocor - pode ter ser encontrada numa determinada livraria no conjunto
Panatis 1 por R$ 2,39.
Mas em outra loja, no centro da cidade, o mesmo
produto é vendido por R$ 9,17.
A diferença é de 283%. O resultado da
pesquisa do Procon Natal reforça a necessidade de o consumidor visitar
mais de uma loja para levar produtos mais em conta.
Exemplo disso, é a assistente administrativo Elizangela Anaya Pirró. Só na tarde de ontem, ela percorreu quatro livrarias, junto com a filha adolescente, na caçada pelo melhor preço.
Exemplo disso, é a assistente administrativo Elizangela Anaya Pirró. Só na tarde de ontem, ela percorreu quatro livrarias, junto com a filha adolescente, na caçada pelo melhor preço.
“Eu costumo pesquisar e comprar
tudo num lugar só, porque às vezes você ganha preço no caderno e perde
na caneta. Então, não vale a pena comprar um pouco em cada uma”, opinou.
Além disso, o poder de barganha do consumidor é bem maior quando ele vai comprar um valor mais alto.
Além disso, o poder de barganha do consumidor é bem maior quando ele vai comprar um valor mais alto.
“Se você vai comprar R$ 10 numa loja vai
ter um poder de barganha bem menor se você comprar R$ 100 num único
lugar”, confirma Bira Marques, proprietário de uma das principais
livrarias de Natal localizada no centro da cidade.
Apesar de visitar as livrarias em todas as épocas do ano, a professora Daniela Modesto, de 45 anos, se surpreendeu com o preço dos livros, o tipo de material tradicionalmente mais caro.
Apesar de visitar as livrarias em todas as épocas do ano, a professora Daniela Modesto, de 45 anos, se surpreendeu com o preço dos livros, o tipo de material tradicionalmente mais caro.
“Teve um livro de empreendedorismo
bem fino que é R$ 89. Eu quase cai pra trás quando vi esse preço. No ano
passado, ele custava menos de R$ 60”, contou.
As mães entrevistadas para este reportagem não comentaram sobre a cobrança de materiais incoerentes com a necessidade educacionais dos filhos.
As mães entrevistadas para este reportagem não comentaram sobre a cobrança de materiais incoerentes com a necessidade educacionais dos filhos.
Desde
2010, a lei municipal 6.044 proíbe a inclusão de material de expediente
da escola na lista entregue aos pais. Mesmo assim, Daniela Modesto
acredita que a escola do seu filho abusa de algumas exigências.
“Sou
sismada com os livros paradidáticos. Eles mandam comprar três todo ano,
mas usam, no máximo, um.
E isso tem ocorrido todo ano”, reclamou. Além
disso, a professora afirma que a escola não verifica se os livros estão
disponíveis no mercado ou não.
“Teve um livro que eu só consegui comprar
em 2015 já no meio do ano letivo, porque não tinha na internet nem em
canto nenhum pra comprar”, acrescentou.
O Procon Natal entrou em campo para colher as informações entre os dias 8 e 12 desse mês. No total, foram pesquisados 36 itens da lista de material escolar em 11 livrarias e papelarias de Natal.
Material importado
O Procon Natal entrou em campo para colher as informações entre os dias 8 e 12 desse mês. No total, foram pesquisados 36 itens da lista de material escolar em 11 livrarias e papelarias de Natal.
Material importado
De acordo com Bira Marques, proprietário de uma livraria de Natal, praticamente todo o material escolar vendido no Brasil é importado, com exceção dos cadernos e mochilas.
Como parte considerável das livrarias compram o
material no segundo semestre do ano, não foi possível fugir da variação
do dólar.
“É impossível comparar algum tipo de material escolar em alta
e não repassar para o consumidor final. Em junho ainda tinha alguns
preços estáveis.
O caderno e mochila é possível comprar antes em feiras
no Brasil, mas o resto não”, explicou.
Marques acredita que os produtos escolares estão entre 10% e 15% mais caros que no ano passado.
Marques acredita que os produtos escolares estão entre 10% e 15% mais caros que no ano passado.
As mães concordam que o aumento nesse ano foi maior que em anos
anteriores.
A professora Daniela Modesto, por exemplo, calcula que
gastará R$ 300 a mais que em 2016.
Elizangela Pirró fez as contas e
chegou a conclusão que vai precisar de mais R$ 780 para comprar tudo,
incluindo as apostilas de ensino médio da filha.
O Procon Natal não
comparou os preços do ano passado com os de 2016.
postado por cicero luis
Fonte: tribuna do norte
postado por cicero luis
Fonte: tribuna do norte

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