Da VEJA – Depois de tantas revelações
sobre engenharias corruptas complexas de sobrepreços, aditivos,
aceleração de obras e manobras cambiais engenhosas, a Operação Lava-Jato
produziu agora uma história simples e de fácil entendimento.
Ela se
refere ao que ocorre na etapa final do esquema de corrupção, quando
dinheiro vivo é entregue em domicílio aos participantes. Durante quase
uma década, Rafael Ângulo Lopez, esse senhor de cabelos grisalhos e
aparência frágil da fotografia acima, executou esse trabalho.
Ele era o distribuidor da propina que a
quadrilha desviou dos cofres da Petrobras.
Era o responsável pelo
atendimento das demandas financeiras de clientes especiais, como
deputados, senadores, governadores e ministros.
Braço-direito do doleiro
Alberto Youssef, o caixa da organização, Rafael era “o homem das boas
notícias”.
Ele passou os últimos anos cruzando o país de Norte a Sul em
vôos comerciais com fortunas em cédulas amarradas ao próprio corpo sem
nunca ter sido apanhado.
Em cada cidade, um ou mais destinatários desse
Papai Noel da corrupção o aguardavam ansiosamente.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.