terça-feira, 5 de julho de 2016

Raul Gil lança novo cenário e cutuca: "não mostramos coisas tristes".

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Raul Gil lança novo cenário e cutuca: "não mostramos coisas tristes"

NaTelinha acompanhou com exclusividade a gravação do "Programa Raul Gil" com novidades

    Ele é um dos apresentadores mais amados do Brasil. Há mais de 50 anos o veterano Raul Gil diverte o público com seu carisma e irreverência, lançando novos talentos em seus programas de televisão. 

Natural de São Paulo e filho de imigrantes espanhóis, tudo começou ao sentir na pele como é ser um calouro, ainda mais sendo rejeitado não uma, mas 17 vezes em suas tentativas no rádio e TV.

A sorte virou no ano de 1957, ao ganhar um concurso da época, na extinta TV Paulista, apresentado pela saudosa amiga Hebe Camargo. 

Dali em diante foi galgando seu espaço marcando presença em circos, parques de diversão, até começar a trabalhar com grandes artistas como Manuel de Nóbrega, Adoniran Barbosa, Maria Teresa, entre outros.

Em 1960, já casado com Nanci das Graças Gil, a dona do seu coração até hoje, se lançou como cantor profissional na atração “Alegria dos Barros”, de Geraldo Blota. Resultado: gravou oito discos, três LPs e dois CDs, todos de bolero. 

Sempre bem humorado, percebeu certa intimidade com o gênero cômico passando a fazer imitações com facilidade. E foi em uma substituição de ultima hora, que teve a oportunidade de estrear o programa “Raul Gil Room” em 1970.

Já passou por algumas emissoras: Bandeirantes, Tupi, Manchete e Record. No SBT está desde 2010, no comando do “Programa Raul Gil”. Entretanto, sua relação com o patrão Silvio Santos vem de longa data. 

“Comecei minha carreira aqui em 1981, foi meu segundo programa. O meu estilo é o mesmo do Silvio; não mostramos coisas tristes, apelação ou gente morrendo de fome”, cutuca.


À convite do SBT, o NaTelinha acompanhou com exclusividade, na tarde desta segunda-feira (4), a estreia do novo cenário que conta com três telões de frente às câmeras de altíssima tecnologia. 

O primeiro a se apresentar foi o cantor gaúcho Tiago Iorc, que não fugiu das perguntas mais apimentadas do quarteto “Elas Querem Saber”, quadro atualmente formado por Sheila Mello (atriz e ex-dançarina), Naty Graciano (ex-repórter do "CQC"), Cissa Camargo (jornalista) e Marcela Tavares (Youtuber).

O cantor sensação do momento relembrou o término do namoro com a atriz Isabelle Drummond, ao ser questionado se houve traição dele com a bela Bruna Marquezine. “Ela [Bruna] é linda e a gente se gosta muito. Mas estou de boa, estou avulso. Foi um acaso curioso que eu estava vivendo em minha vida, um trabalho que teve esse choque [referindo-se ao clipe que gravou com a ex-de Neymar da canção 'Eu Amei Te Ver', onde apareciam seminus] e dando o rebuliço que não merecia com minha vida pessoal linda que tinha com a Isabelle. 

Hoje não temos muito contato, nos afastamos por coisas da vida, mas dia desses mandei uma mensagem no aniversário dela”, revelou.  

A edição também marcou a estreia de um novo quadro, "Quem Sabe Canta", uma releitura dos antigos quadros de calouros, marca registrada do apresentador.

A atração terá como prêmio final o valor de 50 mil reais, mas Raul pode oferecer dinheiro para os calouros desistia, assim como ele já fazia antigamente. 

Os cantores que conquistarem cinco estrelas passam de fase, caso não queiram o dinheiro oferecido.

Os jurados são Mauricio Mattar, Mari Antunes, Marcos Maynard, Nancy Gil e Kiko do KLB. Gabi Luthai fica como repórter de bastidores.

Já a gravação do “Eu e as Crianças” contou com os pequenos e seus talentos de gente grande. E teve também o quadro “100% Safadão”, onde o candidato tem de provar semelhança física e vocal com o fenômeno musical da atualidade, Wesley Safadão.

A estreia do novo cenário e do "Quem Sabe Canta" irá ao ar no dia 16 de julho.

Acompanhe a entrevista que Raul Gil concedeu ao NaTelinha em seu camarim:

NaTelinha - Ficou feliz com o novo cenário, Raul?

Raul Gil - Ééééé, quem espera sempre alcança né? Não é esse o ditado? Então esperei (risos). Falando sinceramente meu outro cenário também era muito bonito, pena que ele vai se deteriorando, por isso mudamos. Os meus cenários costumam ser bem feitos e ficam lindos, gostei. Vamos ver se ele nos dará sorte!

NaTelinha - Tem um novo quadro surgindo em seu programa, “Quem Sabe Canta”, conte mais detalhes da atração.

Raul Gil - Não é novo... É um estilo de quadro que faço há muitos anos. Às vezes dou uma pausa e retorno. O brasileiro se esqueceu um pouco dos programas de calouros, sempre busquei resgatar isso em meus programas. Os jovens que vão cantar não tinham nem nascidos quando eu iniciei com esse estilo.  

NaTelinha - Qual o sentimento em ver tantos cantores lançados em seus programas atualmente seguindo uma carreira de sucesso?

Raul Gil - É uma resposta ao nosso trabalho. O sucesso desses participantes eu considero meu também: Gian e Giovani, Edson e Hudson, Jamile, Rinaldo e Liriel, Robinson Monteiro, Leilah Moreno, Ricky Vallen, Jotta A... Tanta gente que até me esqueço e eles ficam bravos (risos). São muitos. Os meus candidatos são sucesso ao menos um ou dez anos. Em outros canais aí o cara ganha o programa e já era!


O [Renato] Vianna ficou em terceiro lugar no meu programa e faturou o primeiro no “The Voice Brasil” (2015) com toda sofisticação que a Globo tem. Sou fã dessa emissora que é uma das maiores do mundo. Eles têm coisas que às vezes não temos, jurados por exemplo. Ivete Sangalo, Claudia Leitte, Lulu Santos... Se eu pedir para eles virem aqui, não vêm, não! Lá na Globo todo mundo diz amém.

NaTelinha - Um dos quadros de maior audiência é o “Elas Querem Saber”. Houve uma troca das meninas. Por que Thammy e Antonia Fontenelle saíram?

Raul Gil - A Thammy saiu porque se lançará candidata à vereadora, o SBT não gosta de misturar políticos, meu sobrinho mesmo, o Marquito, teve de se afastar do "Programa do Ratinho", quando se elegeu como vereador. Ela é espetacular. Gosto dela como se fosse uma filha. Sempre muito educada e respeitosa.


A Antônia Fontenelle está grávida, quase dando à luz. Mas, como iremos relançar os jovens talentos no “Quem Sabe Canta”, não sei se dará tempo de fazer o quadro “Elas Querem Saber”, talvez o coloque uma vez por mês.



NaTelinha - Em 2010, você retornou ao SBT, local que havia trabalhado no início da sua carreira. Qual avaliação faz desses seis anos na emissora?

Raul Gil - Verdade. Comecei minha carreira aqui em 1981, foi meu segundo programa. O primeiro foi do Silvio Santos na Record. Naquela época eu era contratado dele lá, quando ganhou a concessão da antiga TVS, ele me trouxe para cá. Aqui é uma casa maravilhosa onde trabalho à vontade, ninguém fica no meu calcanhar me perturbando.


Eu me preocupo e me responsabilizo para fazer o melhor ao meu telespectador. O meu estilo de programa é o mesmo do dele, não mostramos coisas tristes, apelação ou gente morrendo de fome. O único programa que a família brasileira pode assistir é o meu e do Silvio.  

NaTelinha - A concorrência preocupa?

Raul Gil - Não tenho concorrentes. Fico até feliz quando eu começo a ganhar da Record, eles se preocupam em colocar o filme “A Era do Gelo 2” que custa dois milhões de dólares para combater o meu programa. Às vezes, ganho deles ou perco por um ou dois pontos. Mas eu gasto setenta ou oitenta mil reais por quatro horas e meia de duração. Acho engraçado. Fico feliz. Quero destacar que eu amo a Record, comecei minha carreira ali.

NaTelinha - Como se sente em ser referência para os novos comunicadores de TV?

Raul Gil - O Rodrigo Faro, por exemplo, é uma pessoa que está se destacando e é um bom apresentador. Eu só acho que ele está desviando para o “jornalismo”, fazendo um pouco de demagogia, desgraça, favela, mulher abandonada pelo marido... Ele não precisa disso, não. É um cara bom e competente uma das grandes revelações como apresentador do país.

NaTelinha - Você que é considerado um ícone da televisão brasileira, sente saudade da forma como se fazia TV, talvez algo mais artesanal antigamente? Hoje em dia é tudo muito frenético e instantâneo, ainda mais com o advento da internet e suas redes sociais. Ou a evolução da parte técnica só fez evoluir a forma de trabalho na área?

Raul Gil - Eu gostava da TV antigamente sim. Em 1982 eu tive aqui no SBT a Orquestra do Osmar Milani, fazia parte o baterista Miltinho e o Bira, os dois do Jô Soares, era algo sensacional, hoje eu não tenho. Era um coral lindo. Porém não faço muito essa distinção. Claro que a parte técnica, iluminação, evoluiu demais.

NaTelinha - Naquela época, o público se comunicava com seus artistas e programas de TV através de cartas. Atualmente as redes sociais ocuparam esse espaço. Você é um internauta assíduo?

Raul Gil - Eu sou avesso a essas coisas, não mexo com isso (risos). Eu quero sossego e tranquilidade. Ah, eu tenho WhatsApp! Gostei. Só que quando descobrem seu número... Meu Deus do céu! Mandam aqueles textos do tamanho de uma carta (risos). Tem muita gente amorosa que me manda mensagens carinhosas.


NaTelinha - E com tantas guerras de todo tipo ocorrendo no mundo atual e diversas notícias negativas na política e economia do país, qual a esperança para tempos melhores, Raul?

Raul Gil - A nossa única esperança na verdade é Jesus. A turma pergunta se eu sou evangélico. Digo que não, sou cristão. Dizem que falo muito de Deus com uma convicção grande da vida, fé e Jesus Cristo. Sou católico, acompanho muito a Bíblia. Tenho um respeito grande por todas as religiões. Jesus é o nosso alimento que dá otimismo às nossas vidas. Eu o amo e converso com Ele do meu jeito. Sou sempre atendido.


Que maravilha aos 78 anos de idade comandar um programa de televisão! E, se amanhã eu não estiver no SBT, tenho certeza que outros canais irão querer o Raul Gil. Nada que você faça aqui ficará impune. Essa política podre que a cada dia que abro o jornal leio que descobrem mais propinas... Gente roubando e enriquecendo a custa do povo. Roubaram a merenda das crianças!!! Pensa que Deus não está vendo?

NaTelinha - Quais são os planos do Raul Gil para o futuro?

Raul Gil - A gente só para de sonhar quando morre. Os meus desejos foram concluídos em sua maioria. Até ultrapassou meus pensamentos e sonhos. Nunca na minha vida pensei que pudesse ficar 50 anos no ar. Conquistei um respeito enorme do público.


Quando começam a me chamar de mestre, professor, celebridade, ídolo, ícone... É sinal que estou ficando velhinho (risos). Eu acho engraçado. Sou igual a você ou qualquer outra pessoa. Batalhamos diariamente. Em nossa profissão é preciso trabalhar direito, pois é uma responsabilidade ter um microfone nas mãos.

postado por cicero luis

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